
das ligas produzidas via espectrofotometria de emissão óptica e, melhorando também, o tixo-processamento, isto é, o processamento no estado semi-sólido, através da aquisição de uma prensa hidráulica-pneumática de 13ton. Serão caracterizadas e testadas, ligas dos sistemas Al-Si-Mg, Al-Si-Cu-Mg, Al-Si-Zn, Al-Si-Zn-Mg, Al-Si-Cu-Zn-Mg, ligas não usuais para tixoconformação. Da comparação da
morfologia e comportamento viscoso com o material originariamente usado para operações de tixoconformação, a saber, majoritariamente as ligas A356 e A357, serão determinadas as ligas com maior potencial de aplicação. Trata-se de um projeto complementar ao Projeto Fapesp 2008/03946-4, ora em execução, que propiciou: a construção de um sistema de lingotamento contínuo sob agitação eletromagnética para a produção das ligas e; a aquisição de um sistema de aquecimento indutivo, utilizado para aquecer estas matérias primas para o processo de tixoconformação, que naquele projeto está sendo executado com auxílio de uma prensa excêntrica emprestada pelo Colégio Técnico da Unicamp. Busca-se aos poucos estruturar e consolidar a área de pesquisa em tixoconformação. (AU)Superfícies de fratura expressam a seqüência de eventos de liberação de energia com a propagação de trincas, mostrando a relação entre os componentes da estrutura, campos de tensões locais e a formação de texturas típicas em seu relevo. No caso de ligas metálicas, a evolução das formações topográficas pode indicar as linhas de ação de carga, a dinâmica do processo de fratura, falhas de uso ou de processamento, e outros. Assim, a fractografia quantitativa, com o uso cada vez maior destes materiais em aeronaves, pode ampliar seu papel na investigação de falhas estruturais ou como ferramenta para o desenvolvimento de processos e produtos. Para tanto, é preciso adequar ou criar abordagens para o estudo quantitativo de relevos. A presente proposta baseia-se na combinação de ferramentas de medição da topografia de superfícies, como a reconstrução por extensão de foco na microscopia óptica ou o mapeamento topográfico usando microscopia de força atômica, com a análise do comportamento fractal de texturas formadas pelos detalhes de relevo, correspondentes aos mecanismos de fratura atuantes, para o desenvolvimento de uma metodologia de caracterização fractográfica adequada ao estudo de superfícies de fadiga em ligas metálicas. Assim, visa oferecer suporte experimental e avaliar novos modelos analíticos para o estágio II de propagação de trincas por fadiga, como os propostos em trabalhos das Universidade de Parma e da Politécnica de Torino, liderados por Andrea e Alberto Carpinteri e Marco Paggi. No desenvolvimento desses modelos, o caráter auto-afim é considerado para adaptar o modelo de Paris, ajustando sua constante C por uma escala multifractal, visando eliminar as restrições das constantes de Paris quanto ao tamanho das trincas de nucleação. Contudo, os autores citados não investigam experimentalmente as superfícies formadas durante o processo de fadiga e, assim, os objetivos principais desta proposta são criar a e