
Fase*: Cada uma das bobinas, ou cada uma das metades de uma bobina no caso das que possuem derivação
central, que compõem o enrolamento do motor.
• Torque de Retenção (“Holding Torque”) : É o torque aplicado ao eixo do motor suficiente para deslocar o seu
rotor da posição de equilíbrio (rotor parado e travado pelas forças magnéticas oriundas da interação eletromagnética
entre os pólos do estator e rotor, quando pelo menos uma das fases do motor está energizada).
• Torque Residual (“Detent Torque”) : É o resultado do fluxo magnético permanente que age nos pólos do estator,
no caso de motores de passo que possuem ímã permanente em seu rotor.
• “Resposta de Passo” : É o tempo de atraso para o motor dar um passo comandado. Esse tempo é função do
quociente torque/inércia. Para o motor sem carga é da ordem de milisegundos.
• “Ressonância” : O motor de passo possui uma certa freqüência natural característica, sendo que quando o motor
atinge esta freqüência, ocorre um aumento de ruído e vibração, e o motor pode ainda perder alguns passos ou até
oscilar. O valor dessa freqüência depende do motor, carga, e circuito driver. Sendo assim, podemos modificar esse
valor através de projeto.O motor de passo (“Stepper Motor” ou “Step Motor”), pode-se dizer, que se trata de um transdutor que converte pulsos elétricos em movimento mecânico de rotação. A rotação do eixo do motor é caracterizada por um especifico ângulo incremental de passo para cada pulso de excitação. Esse ângulo incremental é repetido precisamente a cada pulso, gerado por um circuito excitador apropriado. O erro que possa existir num determinado ângulo incremental, é
geralmente menor que 5%, sendo este erro não acumulativo. O resultado é preciso e de movimento fixo, sendo que a
cada pulso tem-se o movimento de um único ângulo incremental de passo, o que possibilita um eficiente controle de
posição. Sendo assim, o motor de passo possibilita um controle de velocidade, direção e distância, podendo em certos casos, dispensar o controle em malha fechada (ou realimentação), bastando para tal que o torque produzido pelo motor seja suficiente para movimentar a carga acoplada. O circuito excitador é constituído por um circuito sequencial (controlador) e um estágio amplificador de saída (driver). O circuito seqüencial pode ser projetado para que o motor gire seu ângulo incremental de passo a cada pulso na sua entrada, ou para que o motor gire apenas meio ângulo de passo.Supondo que o circuito de acionamento do motor (driver) forneça a mesma corrente para cada fase, isto fará com que
seja produzido um torque maior quando houver duas fases energizadas. Em outras palavras, os passos serão
alternadamente fortes e fracos. Isto não significa uma limitação importante no desempenho do motor - o torque
disponível é obviamente limitado pelo passo mais fraco, porém haverá uma melhoria significativa na suavidade do
movimento a baixas velocidades no modo de passo completo.
Obviamente, gostaríamos de produzir um torque aproximadamente igual em todos os passos, e este torque deveria estar ao nível do passo mais forte. Podemos obter isso empregando um nível mais alto de corrente quando houver apenas uma fase energizada. Isto não provoca dissipação excessiva de potência do motor, implicando em aumento excessivo da temperatura da carcaça deste motor, pois a classificação de corrente do fabricante supõe que duas fases estejam sendo energizadas (a classificação de corrente se baseia na temperatura permissível na carcaça). Com apenas uma fase energizada, se dissipará o mesmo total caso a corrente seja elevada em 40%. Empregando esta corrente mais alta no estado de apenas uma fase ligada produz-se um torque aproximadamente igual nos passos alternados.