
As terras-raras são um grupo seleto de 17 elementos químicos de relativa abundância na crosta terrestre (com concentração variando entre 68ppm para o cério e 0,5ppm para o túlio e lutécio) considerados raros pela dificuldade da sua separação (já que ocorrem em vários minérios de composições distintas). Apenas o lantânio, que é muito instável, não é visto nestas terras – embora se classifique como tal.
Hoje, a China é o maior produtor desses minérios (supre quase 97% do mercado mundial), porém, tal produção diversas vezes é proporcionada por meios não lícitos, com grande impacto para o ambiente.
Alguns dos elementos terras-raras
Os metais são:
Escândio (z = 21);
Ítrio (z = 39);
Lantânio (z = 57);
Cério (z = 58);
Praseodímio (z = 59);
Neodímio (z = 60);
Promécio (z = 61);
Samário (z = 62);
Európio (z = 63);
Gadolínio (z = 64);
Térbio (z = 65);
Disprósio (z = 66);
Hólmio (z = 67);
Érbio (z = 68);
Túlio (z = 69);
Itérbio (z =70);
Lutécio (z =71);
A exceção do escândio e do ítrio, todos os outros são integrantes da série dos lantanídeos. Estes metais podem ser encontrados também em solos de terras-raras pela semelhança que apresentam com os de transição interna.
Os minérios mais comuns que apresentam estes elementos são: a monazite (como fonte importante de tório, lantânio, cério e samário), a bastnasite (cério, lantânio e ítrio), o xenótimo (na maior parte, é fonte de ítrio. Mas, pode apresentar alguns vestígios de arsênio, cálcio, disprósio, érbio, térbio, tório, urânio, itérbio e zircônio) e a loparite (com maior parte constituída por cério).
Extração
O uso de retroescavadeira muitas vezes não é realizado por detalhes técnicos e indisposições no solo, assim, são empregados produtos químicos em forma de solução que, ao circular num caminho previamente perfurado, removem os minérios de interesse. A alguns metros ou quilômetros dali, há um sistema de contenção. Logo após, os sólidos são retirados e seguem para processamento.
O grande problema nesse mecanismo é que os produtos químicos utilizados (como o sulfato de amônia) se disseminam na natureza (adentrando no solo) e podem causar diversos tipos de impactos negativos ao ambiente.
Isso é visível quando exploradores particulares (incentivados pelo baixo investimento inicial e a possibilidade retorno em pequena escala de tempo) o fazem às escuras, contra o governo.
Em épocas de chuva, por exemplo, o solo enfraquecido é facilmente levado pelas águas e as enxurradas de lama destroem as residências da população local. Causando transtornos que poderiam ser evitados com um pouco mais de consciência por parte dos produtores.